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História da Cidade

DE ALCOBAÇA A TUCURUÍ

Em 17 de novembro de 2013, estará completando 40 anos da extinção da Estrada de Ferro Tocantins e essa data não pode passar na mera lembrança de recordações. Temos que fazer uma força tarefa para homenagear os pioneiros que fizeram parte dessa recente Historia.

Símbolos do Município de Tucuruí

Bandeira e Brasão de Tucuruí

Bandeira                                                                       Brasão

HinoOk

 

PREFEITOS DE TUCURUÍ- (1948 a 2016)

1948 a 1952 – Alexandre José Francez
1953 a 1956 – Nicolau Zumero
1957 a 1960 – Alexandre José Francez
1961 a 1964 – José Kleber Beliche
1965 a 1968 – Raimundo Ribeiro de Souza
1969 a 1972 – José Kleber Beliche
1973 a 1976 – Manoel Carlos da Silva
1977 a 1982 – Pedro Paulo Antônio Miléo
1983 a 1988 – Cláudio Furman
1989 a 1992 – José Soares do Couto Filho
1993 a 1996 – Parsifal de Jesus Pontes
1997 a 2000 – Cláudio Furman
2001 a 2004 – Parsifal de Jesus Pontes
2005 a 2008 – Cláudio Furman
2009 a 2016 – Sancler Ferreira

O município de Tucuruí pertence a mesoregião do Sudeste do Pará, Microrregião de Tucuruí, situado a margem esquerda, e é banhado pelo Rio Tocantins.

 Limites Municipais:  Ao norte, Baião; ao Sul, Novo Repartimento; a Leste, Breu Branco; a Oeste, Pacajá.

 Área do Município:  Possui 2.086,20 km², sendo 33,22 km² de área urbana e 2.095,48 km² de área rural.

 Coordenadas Geográficas:  Situa-se nas coordenadas 03°45’58” de latitude sul e 49°40’21” de longitude oeste. A sede do município está localizada nas coordenadas 03º40’ a 05º00’ de latitude sul e 49º10’ a 50º00’ de longitude a oeste de Greenwich.

 Distância da Capital: Tucuruí dista a 280 km em linha reta, 400 km por via fluvial, 360 km por via rodo fluvial e 426 km por via terrestre e 285 km por via aérea de Belém, da capital do Estado do Pará.

mapa tucuruí     tucurui-facebook - mapa

Conhecer o passado ajuda-nos, a compreender o presente e até projetarmos o futuro, para melhor conhecer, a História de Tucuruí.

Tucuruí, no princípio eras apenas Alcobaça, nome de origem portuguesa, e assim, provavelmente fortes batizada pelos missionários jesuítas, que navegaram este rio, fazendo a catequese dos primitivos as tribos indígenas que aqui habitavam.

A este nome, ainda se somaram outros como: O Registro de Alcobaça, Freguesia de São Pedro de Alcobaça, e finalmente, Tucuruí. Nome indígena que quer dizer: Rio de Gafanhotos, muitos navegadores aqui descansaram, antes de subirem as fatigosas cachoeiras, ou após descerem por elas.

A História do Rio Tocantins, se confunde muito com a História de Tucuruí, por isso, é necessário contarmos um pouco da História do Rio Tocantins. Vamos fazer uma viagem e retornar ao século 17, precisamente em 1612, quando os portugueses ainda nem se quer haviam explorado essas bandas, e uma frota de três navios franceses comandada por “Daniel de La Touche” o senhor de La “Ravardière”, invadiu o maranhão, e nossa história começa exatamente aí.

Após conquistar a amizade dos indígenas e fundar o Forte de São Luiz, começou a explorar a região em busca de pedras e metais preciosos. Os registros contam que em 1615 os homens de La Touche conheciam o baixo Tocantins. DEBOLT, um dos 40 soldados do senhor de La “Ravardière”, que enviado do Maranhão para explorar essas paragens, encontrou no Tocantins pirolpos que são pequenos diamantes. Com isso os franceses tiveram a certeza da existência de pedras e metais preciosos no leito deste rio. Aqui os franceses queriam fundar a “França Equinocial”, entretanto em 03 de novembro de 1615 os franceses foram expulsos do maranhão, mesmo assim “Daniel de La Touche” entrou no Pará, em Bragança granjeou a amizade dos índios Caetés, só que seu interesse era chegar ao Tocantins, alcançou o Rio Pacajá, hoje município de Portel, onde recebeu ordens da frança para interromper sua excursão. A invasão francesa precipitou os portugueses a explorarem esta região, e definitivamente tomarem posse da terra. A primeira viagem dos lusos ao Tocantins, que a história registra, foi a do Padre Capucho “Frei Cristovão de Lisboa” em agosto de 1625, e destinava-se, a contactar os índios da região. Outras expedições subiram este rio nos anos seguintes, tendo outro objetivo, encontrar ouro e pedras preciosas. Garimpagem não era o forte dos lusitanos, mas algo de positivo acontecia com essas viagens, aos poucos foram tomando posse das margens dos Rios: Tocantins e Araguaia descobriram o potencial extrativista da região rica em produtos naturais como: caus. uma espécie de látex, castanha-do-pará, madeiras nobres e outros produtos.

Outros fatos foram marcantes para o surgimento de Alcobaça, a fuga dos negros escravos de Belém e Cametá em direção ao alto Tocantins e Araguaia, o avanço das bandeiras paulistas pelos sertões de Goiás e Mato Grosso em busca de pedras e metais preciosos, o contrabando de ouro por esta região e a falta de segurança contra os ataques indígenas, estes e outros fatos, foram decisivos para que o governador da província criasse lugarejos com dupla finalidade: militar e alfandegária, e Alcobaça por estar em um lugar estratégico, foi escolhida para ser uma dessas localidades, surge então o Registro de Alcobaça.

VOCABULÁRIO  REFERENTE  A  ÉPOCA

1. Alcobaça -

2. Assurinis – Indios

3. Alvarenga – barco grande

4. Arapari -

5. Abílio -

6. Archimedes Pereira Lima – Escola da Estrada de Ferro Tocantins de 1ª a 4ª série

7. Locomotiva Belém – maquina de luxo para transporte de passageiros

8. Cassaco – Trabalhadores da estrada, o mesmo que peão ou ajudante geral.

9. Capitariquara – cachoeira muito temida, formava um triangulo de pedra.

10. Eclusas – mesma função que teve a ferrovia da E.F.T

11. Dormente – madeira grossa que prendia os trilhos.

12. Diquinho – apelido de Raimundo Ribeiro de Souza ( Diretor da EFT, Prefeito de Tucuruí, Deputado Estadual)

13. Dodoca – Apelido de uma antiga moradora, muito alegre e dedicada a familia.

14. Forte de Fachina -

15. Ferroviarios – Trabalhadores da Estrada de Ferro Tocantins

16. Foguista – Ajudante do maquinista, colocava a lenha para produzir vapor.

17. Fulgencio – Nome de um dos maquinista da EFT, Fulgencio Barroso, grande incentivador da Cultura.

18. Gaviões – Indios de porte alto e forte, moradores da Ilha da Montanha.

19. Gona – Prancha

20. Itaboca – Cachoeira perigosa que zuava longe.

21. Jatobal – Vilarejo, fim da linha da EFT 117 km.

22. Licor – A pelido da professora Maria Fernandes.

23. Litorina – Carro da ferrovia  que transportava os funcionarios da EFT, corria mais que o trem.

24. Locomotiva – Nome comum dado aos trens.

27. Matinha – Nome de um famoso Bairro que tinha muito mato.

28. Mimico – Nome de um ex- prefeito de Tucuruí, homem que tinha grandes barracões de castanhas.

29. Mareeiro – Pessoa que vieram da maré (Cametá).

30. Maré – Subida e vazante das aguas, proprio da região do Baixo Tocantins.

31. Maquinista – Motorista do trem, das maquinas ou das locomotivas.

32. Mesquitão – Apelido do seu Mesquita, teve grande influencia na Velha Tucuruí, tinha uma area de terra muito grande.

33. Maria Fumaça- Nome carinhoso das locomotivas. A Maria Fumaça mais famosa é a Belém( em frente ao Centro Cultural da Vila Permanente)

34. Marabaense – Barcos que vinham de Marabá, pra trazer mercadorias e levar a castanha do Pará.

35. Oneida – Nome da primeira Secretaria de Educação em 1950. Professora, Diretora energica, esposa de Nicolau Zumero(Vice-Prefeito e Prefeito de Tucuruí).

36. Olaria – Onde fabricava os tijolos e telhas pertencia a EFT.

37. Pucuruí – Lugarejo onde passava o Rio, ficou conhecido como Rio do Pucuruí.

38. Parakanãs – Indios da Região, com sua cultura natural até hoje.

39. Peuara – 1ª locomotiva vinda para Tucuruí.

40. Parteiras – Senhoras que faziam os partos das mulheres gravidas, pessoas preparadas de vocação.

41. Perdenheira – Povoado de Alcobaça, onde começou Tucuruí. Hoje a Vila tem por volta de 40 residencias.

42. Remansão – Lugar bonito de aguas calmas, lugarejo onde parava as locomotivas, tinha Remansão do Centro e Remansão da Beira.

43. Sorocabana – Locomotiva grande, puxava 5 vagões, e transportava cargas.

44. Sertorio -

45.- Tocanvia – Barco que trasnportava passageiros de Tucuruí a Belém ou vice-versa, em epoca de férias todos os estudantes vinham nela e era uma festa.

46. Tucuruí -

47. Tolentina -

48 – Trocará – Nome de um Rio, hoje Aldeia dos Indios  Assurinis.

49. Taipa – Casa coberta com palhas ou cavaco, revestida de barro.

50. Taquari – Locomotiva

51. Vagão – Carroceria de trem

52. Benevides -

53. Cegonha -

54. Trilho -

Troleo – Empurado a vara para pequenos trabalhos.

Harmonio – Instrumento musical, que acompanhava o coral da igreja.

Corre Agua – Lugar de meritriz (bordel ou cabaré)

Coronel Assis -

 

 

"... dentro de cada um de nós, todo mundo tem uma historia para contar!"

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