A CASA DE BARRO

CASA DE BARRO
SAUDADE

Na velha casa, de parede de Barro,
De chão, de barro batido,
De telhado de barro,
Na inocência e essência da alma fui feliz.

A festa da alegria estava certa como uma religião qualquer,
Na simplicidade e no apogeu da floresta,
Por muitos anos me cobriu,
Me acolheu e protegeu.

Pois, frio e calor, não me fazia sentir.
A chuva encharcava seu telhado de barro,
E seus pingos d’água caiam no chão,

Como batida de bateria, que se ajuntava com o som do mato,
E a orquestra sinfônica da mãe natureza,
Se completava, para no seu abraço do acalanto, a gente dormir.

Autor: Pompilo Pompeu Pantoja.
( Este poema, em linha reta, dedico para uma prima muito querida, em Tucuruí PA: Socorro Pompeu, da foto. )

- Museu Virtual Tucuruí
Pompilo Pompeu Pantoja, nascido em Cametá, mora em Belém, estudou Ciências Econômicas na Universidade da Amazônia – UNAMA.
Pompilo foi inspirado a escrever esse Poema, sensibilizado pela essência da foto, literalmente CASA de BARRO, onde recorda o tempo de sua infancia, em que viveu essa História.

Muito obrigada pela homenagem.

Att: Socorro Pompeu



Pompilo Pompeu, sendo também homenageado pelo museuvirtualtucurui, com sua postagem do Poema feito no seu facebook.


- Museu Virtual Tucuruí
Em momento solene de formatura ao lado de familiares e amigos. Parabéns


A Página de sua História está sendo editada.
- Museu Virtual Tucuruí

————————– VIDA BOA

Aqui o dia chega toda manhã,
Com nuvens de algodão pintando o céu de anil.
O rio sopra a brisa fria,
Na mata, cigarras e passarinhos cantam anunciando o novo dia.

Aqui tudo anda e passa bem devagar,
Meninos vão pro mato apanhar açaí, adultos vão pro rio fazer camboa,
Colocar matapi, na maré da preamar que vasa e na reponta que enche.
Aqui não temos que fazer planos, pra quê se preocupar!

Não temos água, luz e nem IPTU, pra pagar.
Basta o céu, o sol, o ar, açaí, peixe e camarão.
E assim vão passando os dias dos anos, bem devagar,

No tempo sem hora e sem pressa, na calma que cansa.
A vida daqui, é assim mesmo, bem devagar…
Eta vida bua sumano, eta vida bua suprimo!

Autor: Pompilo Pompeu. Pantoja.

Foto: Fãs do Pará. Limoeiro do Ajuru PA

- Museu Virtual Tucuruí
Trás a poesia na alma.

“… dentro de cada um de nós, todo mundo tem uma historia para contar!”

(94) 98146-7447
[email protected]

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