Blog da Socorro Pompeu

A História da Castanha do Pará em Tucuruí e Região

Projeto: Plante Uma Arvore de Castanha do Pará, em homenagem ao aniversario de Tucuruí – 68 anos de Emancipação Política em 31/12/2015.

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Porque Plantar Castanha do Pará? A mais de 10 anos, trabalhamos o Projeto Plante Uma Arvore, em parceria com a Eletronorte, doando mudas de arvores frutíferas e de reflorestamento a moradores das ilhas e outras pessoas interessadas em plantar. Final do ano de 2014, depois de percebermos a falta dos nossos castanhais, sentimos a necessidade de incentivar os moradores da zona rural a perceberem a importancia dessa frondosa arvore da amazonia. Confesso que surpreendeu, a décadas não se ouvia falar nos castanhais, só em desmatamento, inclusive na retirada ilegal das madeiras de lei. A castanheira uma das preferidas dos donos de serrarias.

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O ultimo barco a motor, a transpor para o lado de baixo( jusante) da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, carregado de castanha do Pará, foi o “Leão de Ouro”, pilotado pelo seu proprietário Clovis, a descida se deu pelo vertedouro das eclusas. Fonte: Viagem ao Tocantins, narrado por João Brasil Monteiro.

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Embarcação Juarez Frances, vindo de Marabá que chegava no porto de Tucuruí,  os trabalhadores descarregavam em paneiros as castanhas para os grande barracões que ficavam na frente da cidade.

www.museuvirtualtucurui.com.br
Barracões que serviam de depósito de Castanha

João Marques Cardoso entrevista o Senhor Ranolfo, grande Piloto dos barcos marabaenses que enfrentou as temidas cachoeiras do inferno, Capitariquara, mais ainda hoje em 2015 está contando essa História.

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Nos dias 6 e 7 de dezembro/15, em parceria com a Feira da Agricultura Familiar e do Pescado Popular, o Museu Virtual de Tucuruí realiza a lª Feira Cultural com vendas de comidas típicas e varias iguarias feitas com a Castanha do Pará. As fotos abaixo mostram parte do evento. Na oportunidade seria feito a doação de mudas de arvores, mais pelo fato da estiagem muito forte, os tecnicos ficaram preocupados em distribuir e as plantas morrerem, por esse motivo foi adiado a doação para janeiro.

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Os Porcos D’agua como eram conhecidos, os pilotos das embarcações que transportavam castanhas.

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Os porcos d’agua, eram considerados pilotos práticos, pois tinham a missão de enfrentar as corredeiras na hora do perigo. Em destaque na foto os seguintes: Raimundo Boca Preta, Ostacio Lima, João Cobrão, Lino Apinagés, Ramiro e Odilon. Os Senhores João Brasil e Raimundo Barata, a bordo eram considerados como 2º condutor ou motorista marítimo.

 

Os empreendedores e clientes da feira, muito alegres com o projeto pousaram com as mudas de castanheira para as fotos, todos querem aprender a produzir e também prontas para plantarem.

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Crianças e adultos com muito carinho e cuidado com as plantas.

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DEPOIMENTOS DE QUEM VIVEU ESSA ÉPOCA

A História da Castanha do Pará em Tucuruí e Região

  1. Um fato interessante da castanha do Pará aqui em Tucuruí, é que quando os motores começavam a descarregar aqui nos barracões nas margens da frente de Tucuruí, nós éramos meninos naquele tempo e mergulhávamos na agua para buscar as castanhas que caiam no momento do desembargue e depois vender para seu Cariba que todo mundo sabe, o famoso comprador de castanha da molecada que mergulhava, e depois tinha aquela brincadeira para o olho ficar branco, soprava numa mão e na outra e botava a  mão para o olho ficar branco e falava cú de pato, cú de pinto, cú de pato, cú de pinto, aí o olho ficava branco de novo, pra não apanhar quando chegava em casa com o olho vermelho, porque aí o pai ia saber que estava mergulhando e tomando banho no rio. Miguel Rodrigues

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“… dentro de cada um de nós, todo mundo tem uma historia para contar!”

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